Secretário de finanças nega determinação judicial e diz que não comparecerá a Câmara
O secretário foi enfático e afirmou que não irá permanecer ao parlamento, como afirmado por Dudu.

O Secretário de Finanças de Teresina, Danilo Bezerra, negou que exista uma determinação judicial que obrigue a sua presença na Câmara Municipal. A afirmação é uma resposta ao vereador Edilberto Borges, Dudu, que na última terça (10) afirmou que a justiça determinou a ida do gestor ao legislativo. Desde junho os parlamentares da capital buscam a presença do secretário na Câmara para prestar esclarecimentos a respeitos dos pagamentos realizados pela gestão, porém após duas convocações a presença do secretário não ocorreu.
De acordo com Danilo, a ida dele a Câmara não ocorreu por equívocos da própria Câmara, o gestor negou que não tenha prestado os esclarecimentos solicitados.
“A Secretaria de Finanças sempre esteve à disposição da Câmara ou de qualquer outro órgão de controle e fiscalização para esclarecimento. Existe uma ação judicial que a Câmara moveu, inicialmente a Câmara fez uma convocação para o comparecimento dia 24 de junho, houve uma aprovação em plenário da minha convocação. Dia 26 marcou a data para o dia 3 de julho, mas no dia 28 a própria Câmara cancelou a ida e arquivou essa convocação. Então para que houvesse uma nova convocação, teria que ser votado um novo requerimento em plenário e nunca houve a votação, e ela deve respeitar o devido processo legal”, afirmou.
O secretário foi enfático e afirmou que não irá permanecer ao parlamento, como afirmado por Dudu.
“Fica ruim eu ir para essa convocação, porque em outubro, a Câmara me oficiou para que eu comparecesse, quando também não havia uma aprovação para uma segunda convocação. E eu não fui. A Câmara judicializou o processo. A Câmara entrou com uma interpelação judicial para que determinasse a minha ida à Câmara. Só que nessa ação judicial, eu nem fui citado ainda. Serei citado inicialmente para apresentar uma defesa. E nessa defesa eu vou mostrar que houve um ofício que cancelou aquela primeira convocação e que eu não fui em razão. Se eu for à Câmara, eu posso até perder essa ação, porque o juiz pode entender, você não foi para a segunda, mas veio para a terceira, com o mesmo argumento. Então fica uma situação muito difícil”, finalizou.



