Filhote de cachorro de dois meses é resgatado de incêndio com queimaduras de terceiro grau no Piauí
Segundo o médico veterinário, o animal está com dificuldades para se alimentar e vai passar por exames.

Um filhote de cachorro de dois meses foi resgatado de um incêndio em uma roça, com queimaduras de terceiro grau, na zona rural de Picos, a 323 km de Teresina. Segundo o médico veterinário, o animal está com dificuldades para se alimentar.
"Os donos da roça escutaram o cachorro latindo e resgataram o animal, depois levaram para minha casa, pediram ajuda, porque eu já resgatei vários. Ele gritava muito de dor, principalmente na hora que vai fazer xixi", explicou Márcia Valéria Holanda, voluntária da associação Amigos Protetores dos Animais de Picos (Apapi).
O veterinário Leonardo Moura explicou que, a partir de agora, vai tratar de início as queimaduras e solicitar alguns exames complementares ao animal, incluindo ultrassom para saber o funcionamento dos rins do animal.
A presidente da Apipa, Sanya Elaine Lima, contou que está preocupada com a saúde, tanto da população, devido à fumaça causada pelos incêndios, e com os animais de rua que vivem pela cidade e outros silvestres.
"Quando vemos um foco de incêndio a gente já se assusta. E a gente teve a infelicidade de ver esse filhote, então a gente não sabe quantos outros tinham local. Ele apenas saiu da mata naquela situação critica, correndo risco até de morte", disse a protetora.
Sanya declarou também que por falta de estrutura adequada e recursos a Apapi suspendeu os resgates de animais por tempo indeterminado.
"As pessoas acham que o trabalho acaba com o resgate do animal, mas, na verdade, ele começa ali. O animal vai precisar de suporte, de médico veterinário, de um lar temporário, de voluntários que se disponham a cuidar daquele animal e tudo isso gera custos. Só com alimentação, ração, temos uma dívida de R$ 45 mil", afirmou a protetora.
Aumento dos incêndios
Segundo o Corpo de Bombeiros, o Piauí registrou um aumento de 44% de queimadas em relação ao mesmo período do ano passado. Foram 442 ocorrências de focos de incêndio atendidas este ano no estado.
Conforme o capitão Rangel Martins, subcomandante do Corpo de Bombeiros de Picos, os incêndios têm causado além dos danos materiais, com perdas de residências, prejuízos à fauna e flora atingida. Muitas pessoas têm perdido seus meios de subsistência na agropecuária, suas criações, como porcos, galinhas e outros.



