Gaeco revela que 35 pessoas 'laranjas' atuavam em cartel de Prefeitura
O coordenador do Gaeco, promotor Rômulo Cordão, comandou a coletiva e a explanação foi feita pelo promotor Sinobilino Pinheiro.
Em coletiva, os promotores de justiça do Gaeco classificaram como "cartel" a quadrilha que estava atuando no município de Cocal. Na manhã dessa segunda-feira (10), o Gaeco faz balanço da Operação Escamoteamento e confirmou que oito empresários estão presos preventivamente e cinco estão foragidos.
Participa da coletiva o procurador do MPF, Marco Aurélio Adão, o superintendente da Polícia Rodoviária Federal Wellendal Tenório, o delegado da Polícia Civil Kleidson Ferreira e representantes da CGU, do TCU e do TCE. O coordenador do Gaeco, promotor Rômulo Cordão, comandou a coletiva e a explanação foi feita pelo promotor Sinobilino Pinheiro.

Ele informou que o foco esteve na prefeitura de Cocal e que os municípios de São João da Fronteira e Bom Princípio também foram alvo das ações criminosas. Nas últimas duas cidades, há moradores que participavam do esquema em Cocal. Foram divulgadas os nomes das empresas e de todas as pessoas presas.
Foram conduzidas 35 pessoas suspeitas de serem laranjas, envolvidas com as empresas de fachada e há suspeita de atuação no Maranhão e no Ceará. O "cartel", segundo o promotor, era comandando por 13 operadores, que faziam as transferências bancárias. foram movimentados cerca de R$ 200 milhões.
No Ceará, a quadrilhaa atuava em Tianguá, Ubajara, São Benedito e Fortaleza.
O promotor Sinobilino informou que 16 empresas estavam atuando em conluio na prefeitura, com o objetivo de desviar recursos, entre 2013 e 2015.
"Eles atuavam como um cartel, faziam altos saques, tinham amizade entre eles e há coincidências de atuação", disse.
Há funcionários público envolvidos, além de empresários e beneficiários do Bolsa Família. Existem empresas que movimentaram cerca de R$ 6 milhões no período.



