Por falta de exame de DNA, corpos de família carbonizada não são liberados
Família com 4 pessoas morreu em colisão entre carro e caminhão-tanque. Por conta de débito com fornecedor, exames não tem previsão de realização.
Os restos mortais da família morta carbonizada durante colisão entre um carro e um caminhão-tanque em Cristalândia, Sul do Piauí, continuam sendo mantidos no Instituto de Medicina Legal (IML) de Teresina. Parentes das vítimas estiveram no local nessa segunda-feira (27), mas não conseguiram a liberação por falta de material para a realização do exame de DNA.
Segundo o diretor do IML, Janiel Guedes, os exames de DNA não são feitos há um ano no estado por falta de pagamento para a empresa que fornecia os kits de coleta. Além disso, o Piaui não conta com laboratório próprio e por isso depende de institutos de outros estados. Além dos corpos da família, outros 11 exames estão sem identificação e por este motivo não podem ser liberados.
"A Secretaria de Segurança está em débito com a empresa que repassa o material para o exame de DNA. Nesse caso, em especial, os parentes vieram do Goiás para liberar os corpos e só o que podemos fazer é aguardar o governo resolver o problema", explicou.
Ainda na tentativa de liberação dos corpos, os familiares procuraram o governo do estado e foram informados pelo diretor do IML que serão colhidos materiais genéticos dos parentes e das vítimas, mas o resultado dos exames de DNA não tem previsão de entrega. "Como os corpos dos pais e das duas crianças foram carbonizados, as digitais e arcadas dentárias ficaram destruídas. Apenas um exame de DNA pode confirmar a identificação das vítimas", comentou o diretor.
A assessoria de comunicação da secretaria de segurança assumiu que existem os débitos apontados pelo direitor do IML desde dezembro, mas que até a próxima semana as contas estarão pagas e que após isso, os exames serão feitos e os corpos liberados.



