'Preso recebeu R$ 200 mil para ajudar em roubo milionário', diz secretário
Funcionário chegou a relatar que foi levado como refém pela quadrilha. ServiSan teve R$ 15 milhões roubados na manhã do domingo (12).
A Polícia Civil do Piauí descobriu que o funcionário que trabalhava na empresa de segurança privada ServiSan, alvo de um roubo milionário em Teresina, preso por suspeita e envolvimento no crime recebeu R$ 200 mil para ajudar a quadrilha a ter acesso ao cofre onde estava o dinheiro. A informação foi confirma pelo secretário de segurança, Fábio Abreu.
“Ele disse que recebeu R$ 200 mil, valor que ele denomina como bônus, pelas informações da empresa e participação direta. Estamos trabalhando com as informações que vão chegando e que os investigadores estão conseguindo. Estamos avançando”, disse.
Sobre a informação de que os bandidos monitoraram a família de um inspetor de segurança da empresa refém, o secretário não quis detalhar. “Não podemos falar muitas coisas até porque o caso está sendo investigado. É um caso complexo, mas que a polícia está conseguindo apurar tudo”, falou.
Prisão de um funcionário
O suspeito entrou em contradição quando questionado sobre a sua relação com o grupo que fez a família de um inspetor de segurança da empresa refém. Ele também teria dito estar entre as pessoas que foram sequestradas. O crime ocorreu na manhã do domingo (11).
Fábio Abreu, explicou que o funcionário, que trabalha também como vigia em uma escola, teria colaborado com os assaltantes que levaram R$ 15 milhões da empresa. “Antes ele era só uma testemunha, mas depois com as contradições passou a ser também suspeito”, disse o secretário de segurança. O coordenador da Grecco explicou que o rapaz estava entre as pessoas que foram levadas para um sítio, na zona rural de Teresina, antes do assalto ser efetivado.
Vídeo mostra suspeito
O rapaz também trabalha em uma escola da rede estadual, na qual as câmeras de segurança (veja vídeo ao lado) registraram o contato com o grupo responsável pelo assalto, sem resistência por parte do funcionário.
“Teoricamente o primeiro sequestro teria sido desse funcionário, quando o pegaram no colégio que ele trabalha. O rapaz veio prestar um depoimento em um primeiro momento como vítima, relatando o sequestro. Fomos checar cada informação dada e a câmera do colégio mostrou ele entrando espontaneamente no veículo”, disse o delegado Carlos César Camelo, coordenador do Grupo de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Greco).
Segundo o delegado, isso tornou o funcionário um suspeito de colaboração com a quadrilha, além do fato dele ter entrado em contradição várias vezes.
Assalto milionário
Um grupo de 20 homens encapuzados roubou uma empresa de segurança privada de Teresinana manhã desse domingo (11). A empresa estima que mais de R$ 10 milhões foram roubados na ação e que o valor exato ainda está sob apuração.
No domingo o inspetor foi levado pelo grupo sob ameaça à família para a sede da empresa, quando ocorreu o roubo. “Ele veio com a família sob ameaça junto com o grupo encapuzado. Entraram e levaram o dinheiro. Foi de R$ 12 a R$ 15 milhões. Ainda está sendo apurado o valor exato”, afirmou Assis Fortes, presidente do Conselho Administrativo da Servisan, descartando a possibilidade de que o grupo possa ter até 50 pessoas.

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